Como evitar ingresso falso e cópia no seu evento
Ingresso falso quase nunca é obra de um falsificador profissional. É a xerox colorida, a foto repassada no grupo, o número impresso duas vezes. Entender como a fraude acontece mostra o que realmente protege a porta.
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Como o ingresso falso aparece
- Cópia de um ingresso verdadeiro, em xerox colorida ou impressora de casa.
- Foto ou print do ingresso repassado no WhatsApp para várias pessoas.
- Ingresso inventado a partir da arte divulgada nas redes sociais.
- Número repetido: o mesmo bloco impresso duas vezes, por engano ou de propósito.
- Bloco perdido ou roubado, usado por quem não pagou.
Papel especial, holograma e carimbo dificultam a primeira e a terceira fraude, mas custam caro e não resolvem a foto no celular nem o número repetido.
O que não protege de verdade
Um QR code que só leva a um link ou que só traz o número escrito é tão fácil de copiar quanto o resto do ingresso: qualquer site gera um igual. Conferir nome em lista de papel também não ajuda, porque o nome não está no ingresso e a fila cresce.
Marcar o ingresso com caneta ou rasgar o canhoto na entrada só funciona se todo mundo entrar pela mesma pessoa, que precisa lembrar de cada número. Com duas portas, a cópia entra pela outra.
O que protege: QR assinado e conferência de cada número
A proteção que funciona tem duas partes. A primeira é a assinatura digital: cada QR leva uma assinatura feita com a chave secreta do evento. O celular da portaria confere a assinatura, e um QR inventado, de outro evento ou com o número alterado é barrado na hora.
A segunda é lembrar quem já entrou. A cópia de um ingresso verdadeiro tem uma assinatura válida, então o que a barra é o número: a primeira leitura entra e a segunda aparece em vermelho, com a hora em que o original passou. Por isso a duplicidade é conferida pelo número do ingresso, nunca pela imagem.
E se a internet cair na porta?
A portaria do Ingresso Impresso decide no próprio celular, sem esperar a rede. Com um celular só, a cópia é barrada mesmo offline. Com vários celulares sem sinal ao mesmo tempo, existe um limite honesto: se a cópia passar em um celular e o original em outro antes de eles se falarem, as duas entram, e o caso aparece no relatório quando o sinal volta, com hora, celular e vendedor da faixa.
Na prática: com internet, a cópia é barrada em qualquer celular. Sem internet, use um celular por fila. Mais detalhes em controle de entrada de evento.
Bloco perdido, número cancelado
Se um vendedor perder um bloco, cancele aquela faixa de números no painel. A partir daí, os celulares da portaria barram esses números. Se alguém perdeu o ingresso que comprou, a segunda via cancela o número antigo e manda um novo, da mesma categoria, para a mesma pessoa.
Checklist antifraude para o dia do evento
- Não divulgue foto do ingresso com o QR visível nas redes sociais.
- Entregue faixas de números a cada vendedor e anote o que voltou.
- Cancele no painel os números perdidos ou não vendidos.
- Abra o link da portaria em cada celular com internet, antes de abrir os portões.
- Faça um ensaio com a folha de ensaio: a leitura é testada e ninguém entra de verdade.
- Se o sinal for ruim, deixe um celular por fila.
Perguntas frequentes
Dá para falsificar um ingresso do Ingresso Impresso?
Criar um ingresso novo que passe na porta exige a chave secreta do evento, que nunca sai do servidor. O que acontece é a cópia de um ingresso verdadeiro, e ela entra uma vez só: a segunda leitura é barrada.
O comprador mostrou um print do ingresso. Ele entra?
Entra, se aquele número ainda não passou na porta. O print é o mesmo QR do papel. Se outra pessoa já entrou com o mesmo número, o celular mostra que ele já foi usado.
Como saber se um ingresso que vou comprar é verdadeiro?
Use a página Conferir ingresso: leia o QR com a câmera ou envie uma foto e veja o evento, o número e se ele foi cancelado. Ela não diz se o ingresso já foi usado nem quem comprou.


